sábado, 8 de setembro de 2007
Estratégias infalíveis (parte 2 de 2)
Escrito por
razio
a
8.9.07
0
Comentários
Etiquetas Estratégia, Literatura
sábado, 18 de agosto de 2007
No livro de que tenho vindo a falar encontrei esta página:
http://www.clausewitz.com/CWZHOME/
É uma página escrita em inglês, com bastante informação sobre o Prussiano.
Escrito por
razio
a
18.8.07
0
Comentários
Etiquetas Estratégia, Ligações, Literatura
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
A popularidade de Sun Tsu
No início do "confronto" entre Sun Tsu e Clausewitz no livro Estratégia O Grande Debate" o autor, com um rigor que incute a todo o livro, alerta imediatamente para o facto de a obra de Sun Tsu consistir em 30 páginas enquanto a de Clausewitz (e ficando apenas pelo Vom Kriege) conta com 562. A popularidade de Sun Tsu em áreas do conhecimento como a gestão não será alheia a este aspecto. Não fosse a gestão a área com nascente situada num país pouco amigo do conhecimento e muito dado aos "casos de sucesso".
Escrito por
razio
a
13.8.07
0
Comentários
Etiquetas Estratégia
Estratégias infalíveis (parte 1 de 2)
Continuando a seguir Clausewitz podemos encontrar alguém que no princípio do séc. XIX já alertava para alguns problemas que aparentemente se agravaram nos dias de hoje em campos do conhecimento além da estratégia. As seguintes citações encontram-se nas páginas 126 e 127
do livro Estratégia o Grande Debate:
"A teoria não consegue apetrechar o intelecto com fórmulas para resolver os problemas..."
"Somente a parte analítica destas tentativas de teoria constitui um progresso no domínio da verdade; a sua parte sintética, que inclui prescrições e regras, é completamente inutilizável. Elas visam grandezas certas quando tudo na guerra é incerto e todos os álculos se fazem com grandezas variáveis. Elas só consideram grandezas materiais, enquanto que o acto da guerra é todo ele compreendido de forças e de efeitos espirituais e morais. Apenas têm em conta a actividade de um só campo enquanto que a guerra repoussa numa acção incessante que os dois campos exercem um sobre o outro."
Aquilo que encontramos não é um relativismo ou tentativa de redução do valor das teorias, apenas se pretende destacar os limites do nosso conhecimento e os perigos de tentar resolver problemas complexos como o da guerra com receitas simples, repetíveis e infalíveis. Esta ideia de prudência, de consiência das limitações das teorias, é aplicável a campos como o da Economia - possivelmente aquele que tem sido mais tentado seguir o caminho que devemos evitar. Mas com o monismo metodológico que podemos considerar que enfrentamos não é de todo surpreendente que tal se verifique. É no entanto extraordinário que a ideia de solução infalível não se desgaste, após o inevitável fracasso apenas se muda a solução infalível - não a ideia de infalibilidade.
Escrito por
razio
a
13.8.07
0
Comentários
Etiquetas Estratégia, Literatura
segunda-feira, 19 de março de 2007
Capítulo XVIII, Séc. XXI
Maquiavel deu ao capítulo XVIII de "O Príncipe" o título "Guardemos-nos de ser odiados e desprezados" (de contemptu et odio fugiendo). Nele encontraremos esta passagem bastante actual:
O reino da França é dos mais bem ordenados e governados de que se tem conhecimento no nosso tempo. Nele se encontram inúmeras e boas instituições, das quais dependem a liberdade e a segurança do rei. A primeira é o parlamento e a sua autoridade, pois aquele que estabeleceu a forma de governo deste reino, conhecedor da ambição e da presunção dos mais importantes e achando que precisavam de qualquer espécie de freio para os sofrear, e conhecendo também o ódio, baseado no medo, que a maiora tem pelos grandes, e desejando tranquillizá-la, achouque convinha poupar ao rei o rancor que inspiraria aos grandes senhores, ao aliviar o fardo da arraia miúda, ou esta, ao favorecer os gentis homens. Por isso constituiu um terceiro juiz, que, sem que o rei crie inimigos, castiga os grandes e favorece os pequenos. Esta instituição não poderia ser melhor, nem mais sensata, nem proporcionar maior segurança ao rei e ao reino. Daqui se pode tirar uma boa advertência: os príncipes devem confiar a outros os papéis que concitam rancores e tomar para si os que atraem o reconhecimento. Repito, outra vez ainda, que o príncipe deve prestar atenção aos mais importantes, mas sem se fazer diar pelo povo.
Escrito por
razio
a
19.3.07
0
Comentários
Etiquetas Estratégia, Literatura, Política