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quarta-feira, 12 de março de 2008

Entrevista Mão Morta - Maldoror

Estou sujo!
Comido por piolhos!
Os porcos quando olham para mim vomitam!

Esta palavras são talvez o momento mais potente do espetáculo e igualmente aparentam uma boa síntese de Maldoror. Palavras que expõem imagens sanguinárias, cruéis.

O espetáculo é cativante, mas com alguma dificuldade em evitar grandes oscilações de intensidade - o que prejudica aquela sensação de leveza que por vezes o espectador consegue ter ao sair do espetáculo.
Vale a pena ver este concerto encenado baseado em Maldoror, mesmo que por vezes ainda pareça pouco apurado. Certamente que ficará melhor a cada espetáculo realizado.

A entrevista resume o que demais há para dizer sobre Maldoror.

sábado, 27 de outubro de 2007

Aquilo que não sei

Ao ver este vídeo constato que desconheço muito do pós 25 de Abril. Os nomes são-me estranhos ou apenas vagamente familiares, as situações são-me desconhecidas. A postura deste PM é invulgar e com muita pena vejo que durante os 12 anos de frequência do ensino básico e secundário não houve tempo para expor convenientemente este período fundamental. Mas falei do "star system" de "hollywood" na disciplina de história. Prioridades...

No vídeo o entrevistado é José Pinheiro de Azevedo. Chamam-no fascista nos comentários do youtube, confesso que nada sei sobre ele.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

E Depois do Adeus (Paulo de Carvalho)

A música que deu início à revolução parece escrita para as gerações seguintes. É pena é que a parte que mais "nos" cabe é a primeira estrofe...

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

25 de Abril

A intensidade da revolução é notória nas fotos.

Provavelmente a máquina fotográfica foi inventada para poder captar as imagens da nossa revolução. :)

Cerco aos TLP, 1974

Quando os militares são a paz e o pacifismo.

terça-feira, 13 de março de 2007

Moi Dix Mois - Solitude [Live]

Os Moi Dix Mois são um projecto do guitarrista, Mana, e parece que gosto cada vez mais da música deles. Além disso a banda parece funcionar bem em palco, é espetacular.

Página oficial (onde se podem encontrar informação sobre o albúm que sairá brevemente):
http://www.midi-nette.com/mdm/

quinta-feira, 8 de março de 2007

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Jamanta em vídeo

Um pequeno vídeo da jamanta que pode ser encontrada no oceanário.

Jamanta


Jamanta, conhecida também por manta ray, é um animal impressionante. A sua elegância é ainda maior que as suas dimensões, os dois factores combinados têm resultado que está à vista.
No oceanário de Lisboa mora um destes animais, da minha visita a esse espaço é o único de que me lembro, tal como quando saí de lá foi o único de que falei. Ele transmite, mais do que qualquer outra criatura daquele espaço, a sensação de estar preso. Tranquilamente voa em redor do tanque, nunca pára e não muda a velocidade, este ser é um autêntico viajante ou pelo menos porta-se como tal.
Em cativeiro parecia sofrer mais do que qualquer outro, parecia mais triste e tudo menos impressionado com os visitantes, deve achar-nos feios e sem graça, o oposto do que vemos numa jamanta. Num tanque cheio de cardumes este animal consegue dar a ideia de estar só, pelo menos de se sentir só, o que o torna ainda mais surpreendente já que em torno desta estrela estão sempre uns pequenos peixes satélite que vivem em simbiose com a jamanta.
Este é sem dúvida o animal mais extraordinário que vi até hoje.